ORIENTAÇÕES À POPULAÇÃO SOBRE O NÍVEL CRÍTICO DA QUALIDADE DO AR E OS RISCOS À SAÚDE DECORRENTES DA FUMAÇA
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (CREMAM), no uso de suas atribuições institucionais e em cumprimento ao seu compromisso com a defesa da saúde pública, manifesta preocupação com o agravamento da qualidade do ar em Manaus e na Região Metropolitana, decorrente das queimadas registradas ao longo deste mês de setembro.
Segundo dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a capital amanheceu nesta quinta-feira (24/09) com índices de qualidade do ar classificados como muito ruins e péssimos em diversos bairros. As concentrações de material particulado fino (PM2,5) têm permanecido acima dos valores de referência recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), registrando, em determinados momentos, níveis significativamente elevados.
O material particulado fino (PM2,5), devido ao seu reduzido tamanho, ultrapassa as barreiras naturais do sistema respiratório, alcança os alvéolos pulmonares e pode atingir a corrente sanguínea, favorecendo processos inflamatórios e agravando doenças respiratórias e cardiovasculares, especialmente em pessoas mais vulneráveis.
A exposição à fumaça pode provocar sintomas como:
– tosse persistente;
– irritação na garganta;
– ardência e vermelhidão nos olhos;
– chiado no peito;
– falta de ar;
– tontura.
O CREMAM orienta a população a adotar medidas de proteção, tais como:
– manter adequada hidratação ao longo do dia;
– evitar atividades físicas ao ar livre, principalmente nos horários de maior concentração de fumaça;
– manter portas e janelas fechadas sempre que possível, reduzindo a entrada de fumaça nos ambientes;
– utilizar máscaras do tipo PFF2/N95 em ambientes externos quando houver elevada concentração de fumaça;
– redobrar os cuidados com crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares preexistentes.
Em caso de falta de ar intensa, dor no peito, piora de doenças respiratórias ou cardiovasculares ou agravamento dos sintomas, a população deve procurar atendimento médico imediatamente na unidade de saúde mais próxima.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas reafirma seu compromisso institucional com a defesa da saúde da população, colocando-se à disposição para contribuir com orientações técnicas e ações voltadas à proteção da sociedade diante dos impactos da atual crise ambiental.
Manaus (AM), 24 de setembro de 2026.